Abstract
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta a Educação Básica brasileira e tem sido analisada quanto à sua capacidade de promover inclusão, antirracismo e decolonialidade. Este estudo, de abordagem qualitativa e bibliográfica, examina como a BNCC dialoga com políticas de equidade e com as necessidades de estudantes historicamente marginalizados. Embora apresente avanços ao reconhecer a diversidade e propor formação integral, o documento ainda apresenta limites no enfrentamento do racismo estrutural e das epistemologias coloniais. Conclui-se que uma interpretação crítica e situada da BNCC é fundamental para que educadores possam ressignificar suas práticas e promover uma educação verdadeiramente inclusiva e emancipatória. Para isso, torna-se imprescindível que escolas, gestores e professores assumam uma postura comprometida com a transformação social, reconhecendo a potência de perspectivas antirracistas e decoloniais na construção de espaços educativos mais justos e equitativos.