Abstract
Este artigo destaca e analisa a representação da comunidade surda no audiovisual contemporâneo sob a ótica do direito à comunicação e da construção da subjetividade. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, investiga como produções como "CODA", "Crisálida" e "Deaf U" contribuem para a desmistificação de estereótipos, ao mesmo tempo em que aponta as persistentes lacunas na acessibilidade e na participação efetiva de sujeitos surdos na produção cultural. Fundamentado nas perspectivas de Vygotsky, Skliar e Strobel, o estudo discute o papel da Libras como língua materna essencial para o desenvolvimento cognitivo e social, combatendo a visão patológica da surdez. Conclui-se que a inclusão autêntica no audiovisual exige que a surdez seja compreendida não como deficiência, mas como diferença cultural, demandando políticas públicas de educação bilíngue e protagonismo surdo nas narrativas midiáticas para garantir o respeito à dignidade humana e o cumprimento da legislação vigente.